Paternidade Responsável

A Gazeta de Piracicaba publicou na edição de domingo (24/03/19) uma matéria sobre abandono paterno. Não é possível ler “abandono paterno” em nenhuma linha da matéria, no entanto, a matéria fala exatamente sobre isso.

 

É preciso ver o abandono paterno como algo já inserido num contexto social. O papel do pai na criação dos filhos, infelizmente, ainda é visto como algo secundário. Apesar de toda emancipação feminina, a responsabilidade pela criação dos filhos ainda é predominantemente delas. Assim, não necessariamente o abandono paterno deve ser visto como “crime doloso", muitas vezes é simples reflexo das circunstâncias da vida.

 

Como dito na matéria publicada no jornal, do total de mães solo que tiveram a oportunidade de regularizar a situação, 42% não se interessaram pelo assunto. Seus motivos? Jamais saberemos ao certo quais foram. Podem um dia mudar de opinião? Podem e na minha opinião deveriam. Deveriam pois um dia seus filhos se tornaram adultos e até isso acontecer vão crescer sem saber quem é o seu pai.  

 

Conhecer a origem biológica e ter inserido na certidão de nascimento o nome de seu genitor pode não resultar em laços afetivos, mas é um direito da criança.

 

O número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento é assustador e ainda assim não reflete a realidade. As cinco milhões e meio de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento referem-se apenas àquelas que estão matriculadas em escolas, sendo que aquelas que ainda não frequentam escola e os adultos que já saíram dela e que igualmente nunca tiveram o nome do pai na certidão de nascimento ficaram de fora desta conta.

 

A Paternidade Responsável vai muito além do que simplesmente reconhecer um filho. Ela precisa ser exercida diariamente, com comprometimento, com bons exemplos, equilíbrio, participação no crescimento e desenvolvimento do filho, com construção de sonhos em comum.  

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